Autor: Lígia Deslandes

O MÍNIMO E O JUSTO. Menos Estado gera mais justiça social?

José Moura, 68 anos, aposentado, soube há quatro meses que tem Mal de Parkinson. Começou o tratamento público no Hospital da Restauração, Recife. Na segunda consulta, foi atendido por uma médica que, irritada, tratava os doentes aos gritos, avisando a todos que votaria no candidato ex-militar “para finalmente mudar aquela situação”. Persuadia seus pacientes a fazer o mesmo. Na terceira consulta, José, que é meu padrasto, voltou cedo para casa: a médica faltou e nenhum outro profissional poderia atendê-lo. Para ele, 937 reais mensais de aposentadoria, o Estado é mínimo. Severina Maria, 41, agricultora, vive no Sítio Rafael, Zona...

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A miséria não acaba porque dá lucro

O bisavô do meu patrão fez fortuna explorando meu bisavô, o avô do meu patrão aumentou a fortuna explorando meu avô, o pai do meu patrão aumentou ainda mais a fortuna explorando meu pai. Como se não bastasse, meu patrão segue multiplicando a fortuna ao me explorar, e seu filho a triplicará ao explorar meu filho. Ao que tudo indica esta desigualdade se arrastará por várias gerações, pelo menos enquanto o povo não tomar as rédeas do seu destino. Vale lembrar que de acordo com estudiosos no assunto, esta desigualdade tende a aumentar e muito Não é mudando de governo que vamos quebrar este ciclo vicioso do qual todo pobre é vítima, e sim mudando de sistema. Mas como mudar um sistema em que o próprio pobre se vê obrigado a alimentar até quando compra uma caixinha de fósforos na esquina? Não se iludam! Nosso poder não está na força do nosso voto, até porque, se votar mudasse alguma coisa seríamos proibidos de votar. Nosso poder está na nossa capacidade de tomar para nós os meios de produção. Mas para que o povo reaja contra quem nos explora é preciso que ele reconheça que está sendo explorado, por isso se faz necessário estender algum conhecimento aos leigos que são maioria dos trabalhadores. No que depender da imprensa a exploração se perpetuará, uma vez que seus proprietários também vivem de...

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Estratégia para Crescer por Amir Khair

A economia brasileira funciona que nem um carro potente, que anda com o freio de mão puxado. Esse freio é composto por vários fatores: a) má distribuição de renda; b) má distribuição tributária; c) excesso de tributação sobre o consumo; e; d) elevado custo do crediário, que acrescenta pelos juros uma vez e meia (!) o preço à vista. O fio condutor do crescimento é o CONSUMO das famílias, o qual corresponde sempre a mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB). O restante é, em média, de 20% de consumo (despesas) do governo e 18% de investimento. Assim,...

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Entenda a Geopolítica e como ela interfere no mundo

Quando a gente passeia pelas redes encontramos preciosidades. Esses dois vídeos são excelentes para entendemos de forma simples a relação da geopolitica em nossas vidas e ao mesmo tempo nos atualizar sobre o que está acontecendo no mundo atual. O conceito de Eurásia não tem uma definição exata. O que se sabe é que a faixa contínua de terra mais extensa do mundo vem conquistando cada vez mais espaço na economia global e se tornando uma das maiores potências em tecnologia e desenvolvimento. Nessa série de dois vídeos, o Professor José Roberto Abramo faz uma análise da construção social...

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Política e Poder Econômico

O texto abaixo com vários esclarecimentos sobre a intelocução entre política e poder econômica foi escrito por José Claudio de Paula do Blog Olhar Diferente. Precisamos entender que a política não é algo sujo ou que corrompe alguém. Nosso sistema econômico é que trabalha para que aqueles que defendem o bem comum sejam perseguidos e tenham pouca projeção para conseguir chegar aos cargos públicos. Precisamos mudar isso. Entenda. Doações – O financiamento da disputa política, em nosso país, foi planejado para favorecer o poder econômico e, ao mesmo tempo, para reforçar o domínio da economia capitalista sobre o espaço institucional. As doações a candidaturas sempre funcionaram como investimentos em mandatos eletivos futuros, assegurando que os ocupantes de cargos públicos, uma vez eleitos, se tornem reféns de seus doadores. Exceções I – São poucos os parlamentares que não sejam comprometidos com os interesses dos poderosos. A democracia representativa, por outro lado, possibilitou o crescimento de ideias e projetos que, conjunturalmente, enfraquecem os interesses do capital e a defesa da prevalência da propriedade privada sobre os direitos coletivos e, por outro lado, reforçaram as lutas dos trabalhadores e dos movimentos sociais populares. Exceções II – A combatividade de valorosos parlamentares alinhados com os interesses populares, no entanto, nunca foi suficiente para uma mudança de cenário significativa. Dos mais de quinhentos deputados federais em Brasília, pouco mais de 15% votam contra os projetos patrocinados pelo...

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