Do Blog Palavras Diversas

Imprensa construiu a imagem de juiz justiceiro, implacável com malfeitos, uma quase iconografia divina, uma luz da verdade sobre os mortais

A Imprensa construiu a imagem de juiz justiceiro, implacável com malfeitos sob sua capa negra, uma iconografia quase divina, a mitificação do homem que traria a luz da verdade sobre todos os mortais [eleitores]. Imagens se desfazem por atos associados aquilo que pensou-se combater…

Joaquim Barbosa em seu reinado supremo-midiático, coloca-se acima de tudo e de todos para fazer valer suas vontades/verdades sobre os demais ministros, isto está mais do que claro. Do alto de sua tamanha sabedoria, ajuizada por si mesmo, considera seus pares inferiores e despidos de sua vestimenta, a prova de fraquezas de caráter e de chicanas jurídicas.

O presidente do STF arroga para si a imagem do deus Apolo, descrito na mitologia grega como quem  ameaçava ou protegia a todos, desde o alto dos céus [a mais alta corte], que se auto definia como o próprio sol ou a luz da verdade.

Apolo conscientizava os homens de seus pecados mortais e fazia uso de todos os seus poderes para purificá-los.

Um deus que presidia as leis da religião e as constituições das cidades, um símbolo máximo de inspiração artística e das profecias.

Temido pelos demais deuses [os outros ministros].

Barbosa age para mitificar-se tal qual esta divindade, suas ações estapafúrdias e sua arrogância no desempenho de suas limitadas funções, o denunciam como portador de uma vaidade muito superior às suas reais qualidades.

O “supremo presidente”, não se assemelha, de forma alguma, ao filho de Zeus, em nada pela analogia dos poderes de Apolo e, muito menos, pela sabedoria que imagina possuir. Pelo contrário, pois, atabalhoadamente, provoca no ambiente em que deveria liderar, acima das paixões e partidarismos explícitos, reações adversas aquilo que Apolo guardava, especialmente: a harmonia, o equilíbrio e a razão.

O resultado final dos embargos infringentes, contenda em que foi derrotado em suas aspirações, políticas e jurídicas, fez mostrar-se imodesto e grosseiro com a decisão da maioria.  Submergiu às profundezas de suas fraquezas de caráter ao desqualificar os pares da côrte que preside, por não terem endossado seu “superior juízo” sobre o tema. Não preza a diversidade de pontos de vista, não é amigo da liberdade de expressão.

À opinião pública Barbosa é pintado em um afresco repleto de divinas simbologias, que o erigem um quase-deus mitológico, nascido e desenvolvido em fontes midiáticas conservadoras, que age, pretensiosamente, em nome do bem de uma maioria mal informada sobre os fatos que finge dominar.

Barbosa é uma fraude, politicamente falando.

Nada possui de divino, sem os efeitos especiais lançados pela imprensa e bajuladores sobre a sua figura, seus descalabros o retratam como é: um homem amargurado, vingativo, manipulador, prepotente e desrespeitoso para com seus colegas de toga e outros discordantes.

A democracia exige respeito às instituições e sobre as decisões referendadas por seus legítimos integrantes, de todos os cidadãos, dos mais simples aos mais graduados.

Da mesma forma que os condenados cumprem suas penas, mesmo discordando da aplicação das punições impostas, o presidente do STF deve respeito ao resultado arbitrado, comportamento sagrado para uma autoridade, ainda mais para uma que dirige o mais alto extrato do judiciário.

Caso contrário, o perjuro às normas traz consigo o risco de descambar-se para o rompimento do Estado Democrático de Direito.

Será esse o mote do Joaquim?