O que é política? Podemos fechar um conceito sobre isso? Tenho percebido que a grande maioria das pessoas confunde política com politicagem que é uma derivação da prática política.  Política não é algo feito somente para aqueles a quem denominamos de forma especial e muitas vezes de maneira jocosa como “políticos”.

Muitos confundem política também com o mercantilismo que se sustenta através do sistema capitalista. Se o dinheiro é sua principal preocupação a sua prática política vai mostrar isso. Por outro lado quando você diz que não gosta de política você também está mostrando o significado que esse termo tem para você e o quanto está enganado a respeito disso.

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A prática política, o ativismo político pertence a cada um de nós que o exercemos para o bem ou para o mal, conforme nossa ideologia, interesses e convicções.

O ideal é que a prática política de todos nós fosse exercida em favor da sociedade que vivemos, mas, nem sempre isso é assim, pelas razões já mencionadas acima.

O fato é que essa política que estamos praticando há muito tempo no Brasil é voltada somente para o interesses de latifúndios, grupos empresariais, famílias e grupos elitizados. O sistema econômico e social em que vivemos corrobora isso, a mídia estimula, defende e vem formando a opinião ao longo de vários anos e muitos  aprenderam a fazer política a partir desses parâmetros.

Mesmo entre os trabalhadores, há aqueles que se vendem por títulos, dinheiro, poder e fama. Afinal, num sistema capitalista qualquer coisa vira negócio. Corromper e ser corrompido faz parte.

Mas, apesar da força da mídia em nos imputar um pensamento único e generalista, o fato é que muitos não entram no jogo da politicagem e fazem política com seu coração querendo de fato mudar a sociedade. Para esses, os arautos do sistema tem muitos meios de tentar fazê-los “aprender” e “mudar de opinião”.

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Estamos num mundo em crise.  A mais séria crise do sistema capitalista desde então. Os mesmos de sempre querem preservar seus privilégios. É importante que nos conscientizemos disso.

Todas as vezes em que houve a possibilidade de transformação no mundo, as mesmas elites de sempre interviram através de medidas ameaçadoras e violentas contra os que se dispunham a lutar pelas mudanças.

No Brasil, desde que Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, que a velha imprensa, que sempre foi inimiga dos pobres e excluídos e amiga das corporações empresariais faz manobras midiáticas para poder criar um poder paralelo. Querem abalar o projeto de país que está sendo construído pouco a pouco e gerido pelos trabalhadores no governo.

Parece que alguns ainda não acordaram para isso e acham que com eles tudo pode ser diferente. Negam a luta de classes, propugnando uma forma de “conciliação de resultados” com aqueles que são adversários do governo popular que está mudando o Brasil. Não entenderam ainda as forças políticas com que lidam. A conciliação com esses guetos empresariais corrompidos vem causando não é de hoje atraso e retrocesso ao nosso país. A impunidade para eles grassa. Sonegam impostos, manipulam opiniões, conspiram, lesam pessoas e instituições, humilham, roubam. Não há como confiar neles.

Desde sempre, a vida nunca foi fácil para os ativistas políticos, defensores de causas sociais e ambientalistas. Como também não tem sido fácil a vida do povo que vive nas periferias e favelas. Eles conhecem de perto a repressão e a violência que, mesmo numa democracia, continua existindo, subproduto de anos de uma cultura colonizada e escravista.