O dia em que me apaixonei por Lula…

  Não fomos apresentados, um ao outro, como é de praxe nas convenções sociais. Eu sabia que devia encontrá-lo naquela hora e local, mas quando cheguei não consegui me aproximar. Braços, vozes, objetos indigenistas, cores, músicas… levantavam-se diante de mim como uma parede. Sequer eu conseguia vê-lo. Pessoas que vieram dos rincões úmidos do Pantanal queriam agradecer, não um agradecimento coletivo, queriam agradecer algo particular, queriam falar olhando nos olhos, revelar em palavras a felicidade-íntima-oculta para que seu interlocutor fosse o guardião delas.  Eu também queria manejar palavras, queria trocar três ou quatro delas, com ele, antes do compromisso...

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