Por Francisco Costa no Facebook

Em mais uma de suas mensais viagens a Washington, para receber orientações, Moro declarou a imprensa daquele país, na quinta feira passada, que terminará a operação Lava Jato o mais tardar em dezembro.

Sempre que os jornalistas e políticos de esquerda ou os críticos e jornalistas isentos, éticos, afirmaram que a Lava Jato, nascida em 2006, lá nos Estados Unidos, era peça de um golpe em curso, os golpistas calaram-se, cuidando de municiar a mídia de aluguel e grupos, tipo Retardados on Line e MBL, para responder por eles, com homeopáticas doses diárias oferecidas aos coxinhas, tanto os fascistinhas quanto os alienados.

Por dez anos fuçaram as vidas de Lula e Dilma, e os dois continuam sem pelo menos um indiciamento.

Todas as acusações se mostraram falsas, caluniosas, muitas delas revertendo para o ninho de Moro: o triplex do Lula é da Mossak, laranja que lava o dinheiro da Globo; o dono do sítio do Lula mostrou toda a documentação do imóvel; o iate era uma canoa de latão; a fazenda era a Esalq, uma universidade; o jato executivo, de 60 milhões de dólares, do Lulinha era de Eike Batista; o dono da Friboi está encalacrado com a justiça e não é o Lulinha, pelo contrário, o homem forte da Friboi, na época das falcatruas, é o atual, interino, ministro da fazenda… Miraram em Lula e acertaram as próprias bundas.

Mas há milhares de horas de gravações (isto mesmo, não são dezenas nem centenas) e milhares de páginas digitadas com citações diretas e explícitas, nas delações premiadas, de Michel Temer, Romero Jucá, Renan Calheiros, Geraldo Alkimin, José Serra, Álvaro Dias, FHC, Aloysio Nunes, Aécio Neves (esse é o campeão. Só Delcídio do Amaral o denunciou 26 vezes), e mais uma penca, um renque, uma malta, quadrilha enorme, com pelo menos um terço do Congresso Nacional.

Mas acabou o estoque de petistas e já consideram o golpe dado, está valendo o acordão de parar com tudo.

Na semana que vem, o Secretário de Estado do governo norte americano vem ao Brasil, encontrar-se com Temer, e certamente dará um tapinha nas costas do mestre maçom: bom serviço, menino!

Na Lava Jato nada foi genuinamente brasileiro, todas as investigações se deram a partir de informações dos americanos (lembra da revolta da Dilma, por causa da espionagem eletrônica sobre o nosso governo, as nossas Forças Armadas e a Petrobras?), todo o planejamento se deu em 2006, quando Moro, outros juízes federais e uma penca de procuradores do Ministério Público foram fazer curso lá, junto ao Ministério Público e órgãos de segurança do Tio Sam.

Depois o curso foi complementado aqui mesmo, no Rio de Janeiro, no CCBB, se não me falha a memória.

Não foi mera coincidência a embaixadora Liliane Ayalde, uma especialista em espionagem, que estava em Honduras, quando houve o golpe lá, que estava no Paraguai, quando houve o golpe lá, ter vindo transferida para o Brasil, assim que o golpe se consolidou no Paraguai.

Com três meses dela aqui aconteceram as passeatas de junho, da direita, dirigidas pelos Anonymous, uma organização norte americana, ligada à Cia.

Afastada Dilma, Liliane foi para os Estados Unidos, substituída por Peter McKinley, que vem do Afeganistão, já que é especialista em conflagrações e guerras civis (os “irmãos do norte” entendem que a radicalização de posições irá se acentuar, por aqui, em terras tupiniquins).

E não pense que desviei o assunto, tudo isso tem a ver com a Lava Jato, uma peça no xadrez do golpe.

Mais uma vez, como fez no caso Banestado, Moro trabalha amigavelmente com os tucanos e servilmente com os norte americanos.

E um esclarecimento aos telecotuais coxinhas: vocês dizem que o “Petrolão”, com um desvio de 70 bilhões já apurados, é o maior caso de corrupção da nossa História.

Alto lá! No caso Banestado o desvio foi de meio trilhão, oito Petrolões, o juiz que julgou o caso era Moro, o doleiro era Youssef e os ladrões eram todos tucanos (nem um petralinha). Ninguém foi preso ou devolveu o dinheiro roubado.

A Lava Jato vai acabar, assim como acabou o Banestado.

Quando a direita precisar de um juiz de aluguel certamente saberá onde encontrar.