Por Wilson Prazeres no Jornal A Voz da Favela

Heróis e Heroínas da vida real estão espalhados por todos os lugares.

Não são os personagens estereotipados dos quadrinhos de cabelos esvoaçantes altos e fortes. São mulheres comuns que acordam cedo, beijam seus filhos e saem para trabalhar. São crianças, muitas vezes, com seus sorrisos, devolvem esperanças aos desacreditados. São idosos que com sua sabedoria transmitem lições altamente ricas em experiência. Pessoas como essas que merecem ser condecoradas, pois é nítida a preocupação com o próximo.

A vendedora Leilane Rafael da Silva que ajudou a retirar o motorista de dentro do caminhão que se chocou com uma aeronave na rodovia Anhanguera – SP. O jovem Gassama um imigrante do Mali, que salvou uma criança pendurada do lado de fora de um prédio em Paris ao subir pela fachada. Ou o policial norte-americano Lawrence DePrimo que comprou um par de meias e botas para um morador de rua, que enfrentava o frio de Nova York descalço e foi surpreendido pelo belo ato. 

São em casos extremos que vemos pessoas como essas surgindo do anonimato para ter um olhar ativo e humano com o outro. 

Sair da “caixinha” ás vezes é uma maneira de fazer girar a roda da mudança, da esperança, da diferença. Não a diferença que nos separa e sim a diferença que nos faz ter a atitude necessária de nos diferenciar da grande maioria que assiste a tudo de maneira pacífica e só se indigna com que o outro deixa de fazer ou com o que acontece.

Adotar um modo de viver acuado nas situações nos dias de hoje é uma maneira de se misturar com a grande maioria que vive tão somente sem ter uma atitude, um olhar para com o próximo. Agir de fato assusta, pois, passamos de telespectadores para protagonistas e nessa situação estamos fadados a sermos admirados ou execrados pelo grande público. 

Heróis são todos os cidadãos que agem com retidão dentro de um contexto social, respeitando seus deveres e exigindo seus direitos. Quantos heróis são chamados de idiotas por devolver uma carteira com dinheiro? E tantos outros que ao ver alguém em perigo não hesitam em se colocar a disposição sem ao menos analisar os riscos.

Diante de um cenário atual onde se prega tanto ódio entre os iguais precisamos e é reconfortante ver esses heróis anônimos aparecendo, pois, nos traz a esperança que a humanidade não está perdida e que se um dia por algum motivo precisarmos deles, pois, sabemos que não somos autossuficientes, eles estarão lá para nos lembrar que nem tudo está perdido. 

“E preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.” Pais e Filhos – Legião Urbana.