Do Blog Palavras Diversas

Joaquim Barbosa terá que fazer de encontros como o que ilustra este post com maior frequência ao descer a planície dos mosrtais

Joaquim Barbosa terá que fazer encontros, como o que ilustra este post, com maior frequência ao descer a planície dos mortais em seu provável ofício na política.

Joaquim Barbosa abdicou de seu trono no Supremo Tribunal Federal, desce a planície dos mortais e deve fazer aquilo que, até ontem, condenava na mais profundeza de seus julgamentos: política.

Barbosa não deverá ficar muito tempo no ostracismo ou abandonar a disputa pela opinião pública.

Mas ao sair do Olimpo da magistratura, deve saber que o debate será mais áspero e que fará descer a silhueta da heroicidade erigida a sua imagem pública.

Fora do templo da justiça e sem o monopólio do discurso midiático, seus feitos se igualam aos de seus detratados, com a diferença de que precisará construir capital político muito além do currículo de justiceiro vingativo e rancoroso que distribuiu às redações.

O primeiro negro a ocupar a mais alta corte do país e também a presidi-la, segue seu caminho, conforme palavras de Fernando Brito no Tijolaço, como “herói dos homens pequenos, cuja ideia de Justiça é a da imposição de sua vontade e de humilhação do diferente, do divergente, em lugar de, ainda assim, respeitar a sua honra, o seu direito, a sua condição de humano e, por isso, igual.”

Nenhuma mudança pode ser vista apenas como desejo de um único sujeito sobre todos os demais, os líderes devem congregar os que anseiam pelo novo e fazer avançar a coletividade a patamares mais elevados, sob aspirações democráticas e conscientes dos contextos históricos que se apresentam.

Barbosa não foi líder de mudança alguma, nem tampouco democrata.

Seu tempo passou.