É muito ilustrativo, principalmente, para algumas pessoas que ficam alardeando o “Fora Dilma” por aí e achando bonitinho a tentativa de Impedimento feita a mando do Sr. Eduardo Cunha estimulada pela oposição do PSDB e do DEM e de uma parte golpista do PMDB esses dez itens que o Sr. Weden enviou ao GGN que publicou o texto.

Uma boa parte da população da classe média hoje acha que pode ganhar com o impedimento de Dilma. Infelizmente, por falta de uma mídia responsável, e por conta de sua própria falta de participação e engajamento cidadão sofrem uma lavagem cerebral do qual não conseguem se dar conta.

Foram Lula, Dilma e o PT que criaram praticamente todos os mecanismos e ferramentas necessárias a fiscalização e punição da corrupção e do escoamento criminoso de dinheiro público nos últimos 13 anos.

Mas, é determinante também que muita gente da classe rica e média alta sofreram com isso e estão com raiva, querendo parar o processo de depuração de nossa sociedade. Como também estão odiando ter que dividir seus antigos privilégios com outros que hoje estão tendo os mesmos direitos que eles.

Assim, é bom lembrar algumas das situações que iremos todos enfrentar na eventual possibilidade da oposição ou de alguém da direita conservadora assumir o poder. Vejam só!

Com o improvável golpe ou daqui a três anos, o cenário é o mesmo. É fácil antecipar as medidas tomadas por um governo de direita, neoliberal sem resistências, e extremamente conservador como se corporifica no espectro político brasileiro.

1. Fim das garantias trabalhistas (assinatura em carteira, FGTS, 13o salário, etc), como previsto na lei da terceirização selvagem que tramita no Congresso. O que resultará em demissão em massa para recontratação dos trabalhadores como “pessoa jurídica”.

2. Revisão dos ajustes do salario mínimo para baixo, visto que parte do mercado acredita que esta medida vem levando à deterioração dos lucros.

3. Reforma brutal na Previdência Social, uma mantra repetido diariamente por jornais e pelo mercado financeiro, que se sente prejudicado pela cobertura da PS no teto até R$ 4.200. Todos os grandes bancos têm forte interesse na debilitação deste setor.

4. Emendas constitucionais para redução de investimento obrigatório na saúde (isto consta no tal documento preparado por financistas intitulado “Ponte para o futuro” do PMDB e visto com simpatia por partidos de oposição). O que levaria ao fim do SUS como concebido constitucionalmente.

5. Da mesma forma, emendas constitucionais para redução de investimento na educação. Entrega paulatina das escolas públicas à iniciativa privada (como acontece nos governos tucanos em Goiás, São Paulo, etc). Sucateamento, como política de estado, das universidades públicas.

 6.Redução drástica de programas sociais (estes programas são vistos como negativos para uma expressiva classe e mídias conservadoras, fiéis aos partidos de direita, base de sua sustentação)

 7. Reforma na Polícia Federal e no Ministério Público, como forma de evitar tanta liberdade de funcionamento. (basta ver o que acontecia no governo FHC e o que acontece, por exemplo, na escolha de procuradores estaduais sob os governos tucanos). (E, o que não tem a ver com governos, mas com atitudes da grande imprensa: silenciamento total ante qualquer denúncia que possa prejudicar a imagem do governo de direita de plantão).

8. Revisão do marco regulatório da internet, com o fim da neutralidade. É bom lembrar que havia projeto de lei de autoria de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) neste sentido.

9. Redução paulatina da participação dos bancos públicos na economia, até a sua insignificância.

10. Criminalização intensa dos movimentos sociais. Liberalização do porte de armas, como paliativo para o aumento das tensões sociais.

11. Entrega do Pré-Sal às petroleiras estrangeiras.