Dia: 6 de junho de 2015

O Fim da Rede GLOBO! Acabou…

Por Percival Puggina no site Cristalvox Outro dia, escrevi sobre o comportamento abusivo de setores sociais que se consideram corregedores da opinião pública. Referia-me a grupos empenhados em nos instruir segundo seus próprios padrões de conduta. Estranhamente, percebi hoje, deixei de lado os autores e diretores de novelas da Rede Globo. Como fui esquecê-los? A explicação é simples: há muitas décadas não assisto novela alguma. Mas sei que foi constante e persistente o trabalho desses profissionais para impor à sociedade suas pautas e suas posições político-ideológicas, através da audiência da maior emissora de tevê do país. Serviram à população, lentamente, doses crescentes de drogas que a tornasse dependente e destruísse seus princípios e seus valores. Muitos dos atuais males vividos pelas instituições nacionais, partindo da família, passando pelo sistema de ensino, até chegar à política e às instituições do Estado, resultam, em boa parte, do longo processo sobre o qual aqui escrevo. A discussão sobre ele é antiga e se resume, essencialmente, em saber quem reflete o quê: a novela expressa a vida ou a vida reflete a novela? Essa dúvida eu nunca tive. Durante anos participei de um grupo que fazia palestras sobre a formação do senso crítico, para criar mecanismos de defesa no ambiente familiar e escolar, construindo trincheiras de consciências bem formadas. Com o passar dos anos, o grupo se desfez por motivos que nada tiveram a...

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Quando o cárcere tem papel social e não serve somente para punir

Escrito pelo Juiz João Marcos Buch e publicado no site Justificando Um juiz brasileiro visita, na França, prisão onde detentos trabalham com restauração de obras, têm aulas de arte e culinária, meditam e jamais são humilhados. Alguns estão meditando – esclarecia a diretora do departamento penitenciário de Paris, explicando assim o motivo para ficarmos em silêncio. Já estávamos quase no final da visita. Naquele dia, eu havia marcado conhecer um centro de detenção para menores de 18 anos e uma penitenciária para condenados a penas longas em Poissy, arredores de Paris. No trajeto, a vista deslumbrante dos monumentos da “cidade-luz” prenunciava o espanto que o destino traria. O centro juvenil de detenção não é diferente do que a lei prevê no Brasil e seus objetivos são idênticos, sócio-educativos. Já na prisão, chamada de Maison Centralle de Poissy, pude concluir como meu país está longe, muito longe. Esta penitenciária é um exemplo europeu de redução de danos. O edifício do século XVI fica no centro da cidadela, rodeado por pracinhas, igreja centenária e prédios residenciais dos quais inclusive se pode ver o pátio central da prisão. Os locais bem aceitam aqueles vizinhos em débito com a lei penal. Mas é dentro do cárcere que a diferença se confirma. Para começar a unidade tem em seus quadros 260 agentes penitenciários para 260 detentos, sem contar assistentes sociais, professores, médico. Ela não...

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