Médicos: Antiéticos ou criminosos?

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4 fev 2017 2 Comentários ›› ld@admin

Por Leandro Scala no Facebook

Estou estarrecido com as notícias sobre os vazamentos e troca ilegal de informações de médicos sobre o prontuário de Marisa Letícia.

Reparem, não se trata apenas de uma questão ética. Há, claramente, uma variável criminal nessa história.

Há pelo menos quatro médicos envolvidos nessa lama de imoralidade e antiprofissionalismo.

Uma delas , Gabriela Munhoz, acabou demitida por ter vazado dados do diagnóstico de Marisa Letícia para um grupo de Whatsapp , assim que a esposa de Lula foi levada ao Sírio Libanês.

Marisa

Outros dois médicos , Pedro Paulo de Souza Filho e Ademar Poltronieri Filho, integrantes de grupos virtuais de internet, são apontados como disseminadores das informações sigilosas relativas a Marisa Letícia.

Mas a personagem emblemática da grave crise moral da medicina brasileira se chama Richam Faissal Ellakkis, neurocirurgião de uma unidade da Unimed em São Roque, no interior de São Paulo, e de alguns hospitais da capital paulista.

Richam Faissal Ellakkis, ao saber da entrada de Marisa Letícia no Sírio Libanês, simplesmente orientou seus colegas de jaleco como deveriam matar a ex-primeira-dama.

Ao contrário dos profissionais sérios da medicina, que dedicam a vida ao juramento de cuidar das pessoas e diminuir o sofrimento humano, esses monstros formados, quase sempre, em universidades públicas, passaram a dar a tônica do exercício da medicina, no Brasil. A reação aos médicos cubanos e ao programa Mais Médicos, implantado no governo do Partido dos Trabalhadores, foi um claro sinal dessa circunstância lamentável em preocupante.

Veja bem. Em um país sério, não nesse ”arremedo” de nação em que os golpistas transformaram o Brasil, esse Richam Ellakkis já estaria impedido de clinicar, até porque já estaria atrás das grades. Porque esse ”doutorzinho” não passa de um criminoso, embora, tenho certeza, muitos hão de aparecer para defendê-lo. Infelizmente, o corporativismo médico, no Brasil, beira a uma patologia.

É preciso que, muito além do Conselho Regional de Medicina, a Polícia Federal e o Ministério Público iniciem uma investigação para descobrir quem mais, além dessa turma de mafiosos, faz parte desse esquema de disseminação de ódio e quebra de ética médica.


Comentários

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