O Carcereiro e o Estado de Exceção

Por Renato Uchôa e Ana Paula Romão no Blog de Renato Uchôa Ninguém pode negar. A exceção, ou milhares delas na fase adulta, vestidas com as camisas padrão FIFA. No desfile do preconceito, intolerância e exclusão; vai para aquele que foi criado espancando a babá. Tapa no rosto, puxadas no nariz o dia todo… A cauda do gato vira um pião no giro. É o inferno na terra com a conivência dos pais. Não tem limite. É o processo de iniciação dos pivetes no poder de mando e desmando. Mandar em todos e em tudo pela frente à vida toda. A essência da violência é gestada, polida no berço, principalmente no esplêndido, permitido pela exploração de uma classe sobre outra. De poucos, que açoitam os outros berços de madeira ou cama de papelão. A outra que vem dos becos escuros, da revolta popular nas favelas, dos formigueiros desumanos do espaço dividido. No campo e na cidade. Vem no pacote da escritura da divisão das riquezas, do difícil e quase impossível acesso a ela. Cartão de crédito “pripinado”, ou propinado na assinatura. É inexorável. Que a festa do reinado um dia espoque. Não serão traques e foguetes no pipoco. À exceção, a contrapartida é do amor depositado no carinho, que milhões de empregadas domésticas têm com as crianças que cuidam. Muito mais que as delas. Não agradecem, excetuando uns poucos da...

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