Todos nós que temos mais de 50 anos vimos o que foi o Brasil em vários governos que tivemos, antes e depois da ditadura.

Passamos por duras experiências! Lutamos! Muitos morreram e ficaram pelo caminho, mas, conseguimos construir uma bagagem que fez com que o país tivesse pessoas comprometidas com sua soberania e com a transformação social tão necessária para acabarmos com as desigualdades e com a pobreza historicamente cultivadas pelas classes dominantes e seus representantes políticos que sempre estiveram à frente dos Governos.

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Continuamos lutando, mas, nos resta uma preocupação. A juventude desse país vem sendo enganada há muitos anos pelos meios de comunicação de massa. Precisamos garantir que os próximos anos não sejam mais assim. A regulação da mídia e a democratização das comunicações precisa dar conta disso.

Reproduzo aqui a preocupação de José Antonio Garcia Lima, dirigente da CUT-RJ no Facebook, que me angustia:

Nos últimos doze anos o Brasil foi completamente transformado – por exemplo, a economia cresce apesar da crise mundial; o país não se dobra aos ditames do FMI; a dívida externa foi paga; há emprego; há alguma distribuição de renda; há investimentos em educação, saúde e previdência públicas; há futuro! – e vem dando ao mundo exemplo de como se construir uma nação soberana!

Pena que toda uma geração de jovens que não viveu períodos anteriores, quando o país foi ofertado ao mundo por preço vil e a sua população era parte significativa do pacote a ser entregue, não tenha acesso fácil às informações que atestam que o Brasil de hoje é muito melhor que o de ontem.

Isso porque os meios de comunicação, propriedade de setores que sempre exploraram a imensa maioria do povo e que acumularam enormes fortunas, ao contrário de cumprir o dever de informar decidiram que fariam oposição política aos governos que produziram as mudanças referidas, pois os partidos que sempre lhes obedeceram e aos quais sempre orientaram já não demonstravam capacidade de fazê-lo.

Daí decorre a farsa da comunicação intencional que desinforma esses jovens e, pior, altera a memória de muitos dos seus pais.

Daí decorre, principalmente, a tragédia de uma juventude que se deixa convencer e levar por falsas análises, por promessas vãs e por ridículas figuras míticas que, mitos tolos e histórias muito mal contadas à parte, se permitem fazer o triste papel que lhes é encomendado.

A tragédia de uma juventude que em breve terá de dirigir o Brasil sem saber o que foi, o que é e o que poderá ser esse país.