A desconstrução do amor idealizado

Por Ana Macarine no Obvius Imagine que loucura seria se fôssemos capazes de nos apaixonar pelos horríveis defeitos do outro. É… Sabe aquelas coisas que elegemos para nossa lista do “insuportável”? Então… Neste caso seria necessário que alguém tivesse a ousada ideia de organizar um espaço, uma página, um aplicativo, sei lá… Um jeito desses aí pra se encontrar a suposta cara metade. Só que em vez de usarmos como critério tudo que queremos do ideal parceiro, escolheríamos o improvável. E, seríamos escolhidos de forma igualmente inédita. Quem sabe, assim, assassinando a idealização do outro, não nos descobríssemos menos engessados, menos pedantes e mais possíveis de amar o outro apesar de suas imperfeições e não pelo que sonhamos que ele seja. Nossa configuração emocional é um mosaico desconexo de inúmeras experiências que vamos colhendo ao longo da nossa existência. Acredita-se, inclusive, que essa memória afetiva remonta nossa vida intra-uterina. Quando sentimos que somos desejados pelos pais, que existe uma relação de afeto e receptividade por parte deles, até o nosso desenvolvimento físico sofre boa intervenção. Assim como, o contrário, uma gravidez indesejada, pode fazer com que a falta de envolvimento dos pais com o processo da gestação, interfira negativamente em nosso desenvolvimento. Nascer não foi fácil para nenhum de nós. Acredite! Mesmo que você tenha nascido numa banheira de água morna, com música suave tocando e seu pai abraçando...

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